Archive for julho, 2008

Que país é este? O país da sujeira pra todo lado, onde não respeitam a Constituição!

quinta-feira, julho 31st, 2008

O Tenente Alexandre de Souza, o Stive, o Aluno a oficial Danillo Ferreira, e outros blogueiros estão inconformados com a punição aplicada ao Major Wanderby, punição aplicada com clara violação à garantia constitucional à livre manifestação do pensamento. Eu já falei sobre a questão de os militares não poderem expressar suas opiniões em duas postagens:

1 - Sempre quiseram nos manter calados. Por quê?

2 - Liberdade de expressão, censura, anonimato e opressão.

Há não muito tempo, os OFICIAIS generais da ditadura militar impuseram a censura e a opressão à impressa e a todos aqueles que não falavam aquilo que não era do interesse deles. Quantas pessoas ( artistas, intelectuais, jornalistas, etc. ) não foram presos ou exilados? Quantos não foram mortos?

Finalizo com uma fábula, com um vídeo (final da postagem) e com um aviso: Cuidado com a natureza e com o veneno do escorpião!

A rã e o escorpião

Fonte: Recanto das letras - Adaptado por Fernando Kitzinger Dannemanno

O escorpião resolveu mudar-se de onde morava e por isso saiu à procura de um lugar que lhe agradasse. No caminho ele encontrou um rio, e como sabia que não conseguiria atravessá-lo, propôs a uma rã que ela o levasse em suas costas até o outro lado. Mas esta conhecia a má fama que acompanhava o escorpião, e por isso perguntou, desconfiada:
- Como eu posso ter certeza de que você não vai me matar?

O escorpião respondeu maneiroso:

- Bobagem você ter medo de mim, porque é evidente que se eu lhe matar, também morrerei.

- E quando chegarmos ao outro lado?

- Aí, então, eu estarei tão agradecido pela sua ajuda, que com toda a certeza não pagarei com a morte a gentileza recebida.

Os argumentos do escorpião eram lógicos, e por isso a rã ficou convencida de sua sinceridade. Por isso permitiu que ele se acomodasse em suas costas, e os dois iniciaram a travessia. Mas quando chegaram ao meio do rio, e o passageiro se deu conta de que por depender de alguém ficaria devendo um favor à nadadora, ele não se conformou: ergueu o ferrão e a feriu de morte. Ao sentir a dor da picada, a rã perguntou ao escorpião por que ele havia feito aquilo, pois os dois iriam morrer, e este respondeu:

- Peço-lhe desculpas, mas não pude evitar. Essa é a minha natureza.

Vídeo: Que país é este!?

Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a Constituição…

Minhas impressões sobre a segurança pública no Rio de Janeiro

terça-feira, julho 29th, 2008

Completo caos. Sim, esta é minha impressão sobre a segurança pública no Rio de Janeiro. Olhando de fora, é esta a impressão que eu tenho. Policiais pessimamente mal remunerados, gordas gratificações apenas para alguns cargos, secretário de segurança pública se auto-acusando, traficantes dominando territórios e decidindo eleições, mílicias formadas por agentes de segurança pública, fuzilamento de policiais, etc., etc., etc.

Na minha opinião, tudo começa com os péssimos salários pagos aos policiais. Ganhando menos de mil reais ao mês, você acha que eu ficaria correndo atrás de vagabundo, subindo favela sabendo que os soldados do tráfico estão armados de fuzis? Eu nem teria abordado o veículo em que estava o menino João Roberto, porque, pelo salário miserável, eu não me arriscaria a enfrentar bandidos armados de fuzis, ainda mais que a guarnição era composta, se não me engano, por três policiais. Colega do Rio, eu não sou besta pra tirar onda de herói. Deixaria o carro fugir, ou melhor, eu nem iria abordá-lo.

Eu não entendo como os policiais militares do Rio conseguem pagar todas suas contas com menos de R$ 1.000,00 ao mês. Eu recebo quase o dobro disso e passo aperto para pagar minhas contas.

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Navegando e fazendo propaganda

quinta-feira, julho 24th, 2008

Prezados leitores, vamos navegar pela internet? Espero que sim, porque estamos aqui hoje para divulgar sites e blogs.

O primeiro, é o site Fórum Policial, um espaço de debate que contém muitos tópicos, dentre os quais, humor, notícias, músicas, vídeos, concursos, etc. É um espaço democrático, para que possamos discutir assuntos de interesse dos profissionais de segurança pública. Dê uma passada por lá, poste ao menos uma piadinha e divulgue o site para os companheiros.

O segundo, é o site Os Patrulheiros, que eu descobri através de um comentário de um dos administradores do site no meu blog. Visitei o site e gostei muito. Tem muitas coisas legais por lá. Tiras, crônicas das estradas, educação de trânsito, CTB para leigos, etc.

O terceiro, é um blog que está para ser inaugurado em meados do mês de agosto, sob a administração de José Ricardo, o qual vem comentando assiduamente aqui neste blog. José Ricardo me enviou um e-mail dizendo que o blog dele já está recebendo uma média de 40 visitas diárias oriundas de sites de busca. Em tempo oportuno, daremos maior destaque à inauguração desse blog. Enquanto isso, leia o conto que ele me enviou, que trata do valor da amizade, de situações imprevisíveis na atividade policial e da complexidade de nosso trabalho:

O último dia

♦ José Ricardo

Talvez o Soldado Barros não fosse mais trabalhar fardado por um longo tempo. Com muita dificuldade e depois de muitos contatos telefônicos e pessoais, conseguira persuadir o chefe da S2 a lhe transferir para aquela seção. Barros era um soldado recém-formado, daqueles que ainda estava se adaptando à vida castrense. Não gostava de usar cobertura, pois estragava seu cabelo arrepiado à base de gel. Quase sempre, chegava ao batalhão com o som do carro em alto volume, tocando funk, de preferência aqueles que enalteciam a atividade policial. Quem o visse pela primeira vez poderia até achar que ele fosse um playboyzinho, o que não era verdade; Barros era uma pessoa bem humilde. Ele ainda tinha aqueles papos das ralações da academia e das novidades com as quais se deparava a cada novo turno de serviço operacional; ainda não havia excluído certas gírias, como véio, mano… O Sargento Moisés, graduado com quem trabalhava há cerca de um ano, estava lhe ensinando muitas coisas, até porque Barros era bastante curioso. Sempre que tinha alguma dúvida, perguntava para o sargento. Com aquele sotaque meio acariocado, trocando os Ss pelos Xs, não deixava passar a oportunidade. Sasrgento, em quanto tempo prescreve a transgressão disciplinar? Sasrgento, a gente pode atirar nas costas do motoqueiro que fugir da blitz? Sasrgento, qual munição é mais potente? Sasrgento, … E o sasrgento sempre tinha o maior prazer em responder as perguntas cujas respostas sabia. Mas o sargento não sabia de tudo, afinal, ele não era uma enciclopédia policial-militar ambulante.

O Sargento Moisés sempre fora um militar de iniciativa. Todavia, nos últimos meses, andava desiludido com a corporação. Sua produtividade, ou seja, o número de prisões e apreensões, havia caído bastante. Ele até que estava tentando recuperar a antiga motivação, mas certos pensamentos não lhe saíam da cabeça. Sentia-se traído. O sargento também estava cansado; eram tantos encargos extra-horário de serviço. Procedimentos administrativos, Conselho de Ética, monitorias… Com toda essa sobrecarga de trabalho, talvez ele acabasse ficando doido de verdade.

Apesar de terem perfis de personalidade bem diferentes, o sargento gostava de trabalhar com o Soldado Barros. Este tinha uma qualidade que o sargento achava indispensável: DISPOSIÇÃO. O sargento sabia que Barros não hesitaria um segundo em cuspir fogo pra cima de quem representasse risco à vida deles. Disposição era algo que não lhe faltava. O que lhe faltava era um pouquinho de maturidade profissional, mas isso só se adquire com o tempo, com a experiência.

E, naquele que seria o último dia em que trabalhariam juntos, lá estavam o sargento e o soldado no quartel se equipando para mais um turno de serviço. Quando embarcaram na viatura, o soldado disse:

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Para refletir

quarta-feira, julho 23rd, 2008

Em outras palavras, a polícia tem sido uma grande mentira, que afeta, em primeiro lugar, os próprios policiais. Para rasgar as cortinas e tirar as máscaras, nada como a verdade. Santo remédio. E não me venham com a velha história: a dose pode matar o paciente. Se matar, paciência. Quanta gente já morreu nessa brincadeira. O que não aceito é que continuemos o joguinho, a farsa, em silêncio, fingindo que não está acontecendo nada.”

Rodrigo Pimentel, ex-Capitão da PMERJ - Elite da Tropa, pag. 305.

Fatalidade ou malfadada e desastrosa decisão?

domingo, julho 20th, 2008

Algum tempo atrás, eu afirmei que o pracinha é aquele policial “que sofre, que é ferido, alvejado e morto em razão de malfadadas e desastrosas decisões dos oficiais, mas que não as pode questionar. Pondera, não, pracinha, ordem é ordem, não se discute. Missão dada, missão cumprida.” Hoje, analisando o trágico fato de dois policiais militares terem sido metralhados dentro de uma viatura quando faziam policiamento fixo de 12 horas, relembrei dessa minha afirmação e fiquei com a dúvida: Será que foi isso que aconteceu? Os policiais morreram em razão de uma decisão desastrosa? O comandante desses policiais não analisaram a possibilidade de acontecer o que tragicamente aconteceu? É possível dar segurança sem ter segurança?

Depois de ler o texto que um leitor me enviou (ver abaixo), fiquei me imaginando naquela viatura, cumprindo uma ordem de ficar 12 horas num ponto fixo, sem banheiro, sem água…

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Morre PM que estava em viatura metralhada na zona norte de São Paulo

sexta-feira, julho 18th, 2008

Recentemente recebi um conto (ver abaixo), tratando da hipotése de que os policiais do caso João Roberto tivessem morrido metralhados. Infelizmente, algo semelhante aconteceu em São Paulo. Por isso, achei oportuno republicar o conto.

E se os policiais tivessem morrido?

* José Ricardo

Numa cidade muito distante daqui, na qual bandidos utilizavam armas de guerra e adotavam táticas de guerrilha, dois policiais mal pagos e, segundo o secretário estadual de segurança pública, despreparados e mal treinados, encontravam-se dentro de uma viatura policial. A rede de rádio estava tumultuada. Informações desencontradas eram passadas a todo momento. De acordo com as primeiras informações, quatro bandidos armados de fuzis estariam fugindo em alta velocidade num veículo escuro. Ainda não se sabia ao certo o modelo e a placa do automóvel; mesmo se essas informações fossem conhecidas, nada impedia que os bandidos trocassem de veículo para despistar a polícia.

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