Archive for the ‘Artigos e opiniões’ Category

Parodiando Maquiavel

domingo, agosto 31st, 2008

Nota: Acolhendo as criticas do senhor aluno-a-oficial Danillo Ferreira, que considerou irônico e sarcástico o pronome de tratamento “Vossa Magnificência”, fizemos algumas alterações na postagem original.

De Pracinha, um zero a esquerda

Para Sua Magnificência o senhor aluno-a-oficial Víctor Fonseca

Vossa Magnificência Senhor, jamais quero que pense que um homem de reles e modesta condição fosse imputada a presunção de ousar discorrer sobre a conduta de um futuro oficial…

Vossa Magnificência O senhor afirma ser um seguidor ipsis literis do sistema arcaico do militarismo, mas eu não entendo o porquê? Vivemos no século XXI, fazemos parte de uma instituição que trabalha para a comunidade.

Magnificência Senhor, não pense que eu lhe quero mal. Desejo-lhe todo o bem, mas não percebo o bem em Vossa Magnificência Vossa Senhoria. É tão bom termos amigos na instituição, sejam eles subordinados, pares ou superiores. Vossa Magnificência O senhor perceberá que, na rua, o militarismo já está quase extinto. Sua forma rudimentar e jurássica somente existe nas loucademias, onde persiste o ciclo vicioso, e na administração de algumas Unidades. Na rua, temos que ser companheiros, um salvando a vida do outro, seja superior ou inferior.

Magnificência Senhor, eu já ouvi tantos casos de praças que deixaram oficiais carrascos, seguidores ipsis literis do militarismo, em situações de dificuldade na rua. Não queira fazer parte dessa estatística.

Magnificência Senhor, é tão fácil comandar sem regulamento, sem militarismo. É tão bom ouvir um “oi” ou receber um aperto de mão sincero de um companheiro. É muito melhor do que uma continência forçada. Mil vezes melhor.

Magnificência Senhor, os seres humanos foram criados iguais, portanto, para que separações? Vossa Magnificência O Senhor me criticou quando eu fui contra a separação entre praças e oficiais no rancho. Eu respondi, Vossa Magnificência o senhor deve se lembrar.

Vossa Magnificência O senhor é a favor de humilhações como as que ocorrem nesse vídeo e afirma que existem situações nas quais elas são são válidas. É a sua magnânima ilustre opinião, discordo, mas respeito. Por suas magnânimas ilustres considerações, o Sargento França, no Blog RDPM-Queremos Mudanças, respondeu (o texto é meio pesado, mas vale a pena recordar). Também Vossa Magnificência Vossa Senhoria foi criticado aqui pelo pitaco que deu sobre o vídeo.

A Sua Magnificência O senhor aluno-a-oficial Emmanoel Almeida também me criticou, dizendo que eu deveria fazer um curso de oficial para falar com mais propriedade sobre segurança pública. Eu aceitei a crítica, mas não entendi como um teólogo, seguidor de Cristo, critica uma pessoa porque ela não tem o diploma de Doutor da Lei. Será que ele não fez tal qual aqueles que crucificaram Jesus?

Por último, Vossa Magnificência Vossa Senhoria posta uma imagem (montada) semelhante a uma divisa de soldado com as seguintes inscrições: ZERO A ESQUERDA. ESTACA ZERO. O título da postagem na qual a imagem está é “Status“. Vossa Magnificência O senhor não acha que o status do soldado é o que eu estou pensando, acha?

Portanto, quero dizer a Vossa Magnificência Vossa senhoria que um homem de bem deve se inspirar nos ensinamentos de Jesus, que chamou seus discípulos de amigos, que lavou seus pés, e que disse que o maior é aquele que serve, porque Ele veio para servir.

Como estamos parodiando Maquiável, lembre-se também do ensinamento dele: “Aqueles que fazem-se príncipes mercê das suas virtudes conquistam com dificuldade os seus principados, mas com facilidade os podem conservar.”

Fraternais saudações de um Pracinha, um zero a esquerda.

Polícia, Narcotráfico, Favela

sexta-feira, maio 30th, 2008
Polícia, Narcotráfico, Favela

O Narcotráfico movimenta bilhões de dólares anualmente; é uma grande rede comercial, que atua em todo o mundo. O papel da Polícia é combatê-lo. A Favela entra no contexto como um importante ponto de venda e de recrutamento de mão de obra.

O Narcotráfico é primordialmente uma atividade comercial, contudo ilícita. Daí ser uma grande fonte de criminalidade e de violência. A concorrência entre as quadrilhas e a cobrança de dívidas, o chamado “acerto de contas”, se dá por meio da violência, da morte.

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NARCOTRÁFICO: A RAIZ DO PROBLEMA

sexta-feira, maio 30th, 2008

Com base na observação diária das pessoas que freqüentam supostas bocas-de-fumo, nós policiais percebemos claramente o tamanho do mercado consumidor de entorpecentes.

O tráfico de entorpecentes é uma atividade primordialmente comercial; é regido pela lei da oferta e da procura. Onde existe um grande mercado consumidor, existirá também uma grande atividade comercial.

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DESAGREGAÇÃO FAMILIAR E SOCIAL– FALTA DE VALORES MORAIS

sexta-feira, maio 30th, 2008

Além do tráfico de entorpecentes, há outro fator que aumenta indiretamente o aumento da criminalidade: a desagregação familiar e social, aliadas a falta de valores morais.

O que se vê hoje em dia são famílias cada vez mais desestruturadas, filhos sendo criados sem limites, pais sem responsabilidade e uma generalizada falta de valores morais.

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O Rap das Armas e a Cultura Antipolicial

sexta-feira, maio 30th, 2008

Em qualquer festa que se vá, seja em bairros nobres ou em comunidades carentes, ouve-se o Rap das Armas, o qual abre o filme “Tropa de Elite”. O que espanta é o fato de as pessoas se divertirem abertamente com a apologia antipolicial explícita na música.

Divertindo-se ao som dessas músicas, a sociedade esquece-se do sangue que os profissionais de segurança derramam para protegê-la. O bandido é glorificado, o policial menosprezado e a sociedade alegre a dançar!

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O MAL ESTÁ NA PESSOA

sexta-feira, maio 30th, 2008
Talvez quem tenha lido minhas últimas postagem possa estar pensando que eu odeio os oficiais. Para tirar qualquer dúvida, deixo claro que não odeio oficiais. Eu acho que o mal está na pessoa, não no cargo que ela ocupa. Não é porque uma pessoa é oficial que ela necessariamente tem que ser um “lixo”, como se diz no jargão militar. Existem oficiais, sim, que são “lixos”, como também existem sargentos que são “lixos”, cabos que são “lixos” e também soldados que são “lixos”.

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