Prezados leitores, vamos navegar pela internet? Espero que sim, porque estamos aqui hoje para divulgar sites e blogs.
O primeiro, é o site Fórum Policial, um espaço de debate que contém muitos tópicos, dentre os quais, humor, notícias, músicas, vídeos, concursos, etc. É um espaço democrático, para que possamos discutir assuntos de interesse dos profissionais de segurança pública. Dê uma passada por lá, poste ao menos uma piadinha e divulgue o site para os companheiros.
O segundo, é o site Os Patrulheiros, que eu descobri através de um comentário de um dos administradores do site no meu blog. Visitei o site e gostei muito. Tem muitas coisas legais por lá. Tiras, crônicas das estradas, educação de trânsito, CTB para leigos, etc.
O terceiro, é um blog que está para ser inaugurado em meados do mês de agosto, sob a administração de José Ricardo, o qual vem comentando assiduamente aqui neste blog. José Ricardo me enviou um e-mail dizendo que o blog dele já está recebendo uma média de 40 visitas diárias oriundas de sites de busca. Em tempo oportuno, daremos maior destaque à inauguração desse blog. Enquanto isso, leia o conto que ele me enviou, que trata do valor da amizade, de situações imprevisíveis na atividade policial e da complexidade de nosso trabalho:
O último dia
♦ José Ricardo
Talvez o Soldado Barros não fosse mais trabalhar fardado por um longo tempo. Com muita dificuldade e depois de muitos contatos telefônicos e pessoais, conseguira persuadir o chefe da S2 a lhe transferir para aquela seção. Barros era um soldado recém-formado, daqueles que ainda estava se adaptando à vida castrense. Não gostava de usar cobertura, pois estragava seu cabelo arrepiado à base de gel. Quase sempre, chegava ao batalhão com o som do carro em alto volume, tocando funk, de preferência aqueles que enalteciam a atividade policial. Quem o visse pela primeira vez poderia até achar que ele fosse um playboyzinho, o que não era verdade; Barros era uma pessoa bem humilde. Ele ainda tinha aqueles papos das ralações da academia e das novidades com as quais se deparava a cada novo turno de serviço operacional; ainda não havia excluído certas gírias, como véio, mano… O Sargento Moisés, graduado com quem trabalhava há cerca de um ano, estava lhe ensinando muitas coisas, até porque Barros era bastante curioso. Sempre que tinha alguma dúvida, perguntava para o sargento. Com aquele sotaque meio acariocado, trocando os Ss pelos Xs, não deixava passar a oportunidade. Sasrgento, em quanto tempo prescreve a transgressão disciplinar? Sasrgento, a gente pode atirar nas costas do motoqueiro que fugir da blitz? Sasrgento, qual munição é mais potente? Sasrgento, … E o sasrgento sempre tinha o maior prazer em responder as perguntas cujas respostas sabia. Mas o sargento não sabia de tudo, afinal, ele não era uma enciclopédia policial-militar ambulante.
O Sargento Moisés sempre fora um militar de iniciativa. Todavia, nos últimos meses, andava desiludido com a corporação. Sua produtividade, ou seja, o número de prisões e apreensões, havia caído bastante. Ele até que estava tentando recuperar a antiga motivação, mas certos pensamentos não lhe saíam da cabeça. Sentia-se traído. O sargento também estava cansado; eram tantos encargos extra-horário de serviço. Procedimentos administrativos, Conselho de Ética, monitorias… Com toda essa sobrecarga de trabalho, talvez ele acabasse ficando doido de verdade.
Apesar de terem perfis de personalidade bem diferentes, o sargento gostava de trabalhar com o Soldado Barros. Este tinha uma qualidade que o sargento achava indispensável: DISPOSIÇÃO. O sargento sabia que Barros não hesitaria um segundo em cuspir fogo pra cima de quem representasse risco à vida deles. Disposição era algo que não lhe faltava. O que lhe faltava era um pouquinho de maturidade profissional, mas isso só se adquire com o tempo, com a experiência.
E, naquele que seria o último dia em que trabalhariam juntos, lá estavam o sargento e o soldado no quartel se equipando para mais um turno de serviço. Quando embarcaram na viatura, o soldado disse:
(more…)