Contos e crônicas
* Fraude na Loucademia - Leia um trecho
O Soldado Adamastor estava na Loucademia de Políca participando do Treinamento Bienal (TB). Muitos especialista achavam que deveria existir mais treinamento na Polícia. Adamastor, porém, estava puto de ter que acordar de madrugada, deslocar mais de quarenta quilômetros de casa, pegar um trânsito infernal, ficar ouvindo conversa fiada de superior, entrar em forma, inspeção de fardamento, aquelas aulas chatas… Era tanta coisa que fazia Adamastor ficar puto de estar participando daquela semana de treinamento; mas tinha que estar lá. Era obrigado. Ele só gostava das avaliação de tiro. Sim, só da avaliação, porque nem aula de tiro existia no curso. Era chegar lá e atirar. (…) Leia mais.
* Inserção, ataque e extração - Leia um trecho:
(…) O Cadete Fabrício pegou a calibre 12 municiada com bala de borracha e colocou-a para fora da viatura, apoiando-a sobre o retrovisor. A viatura deslocava em disparada atrás da motocicleta. Nas curvas, os pneus cantavam e os militares sentiam o efeito da força centrífuga. Nos quebra-molas, parecia que a viatura ia pegar vôo. Os militares não iriam deixar o safado escapar, de jeito nenhum. (…) Leia mais.
* Ligações escusas - Leia um trecho:
(…) A decisão do sargento já estava tomada. Ele ia dar o flagrante no prefeito a qualquer custo. O sargento sempre havia realizado seu serviço de maneira imparcial, sem fazer distinção de qualquer natureza. Queria, sim, invadir a casa do prefeito e fazer o flagrante. Tinha convicção de que a denúncia das armas era verídica e, considerando que o crime de posse ilegal de arma de fogo era permanente, não havia nenhuma ilicitude no fato de invadir a casa do ilustre prefeito. (…) Leia mais.
* Extorsão na Loucademia de Polícia - Leia um trecho:
(…) No momento da entrega do noteebook, era possível ver revolta e ódio nos olhos dos pracinhas. Revolta que não começou ali, as extorsões já haviam começado no início do curso, mas que a partir daquele momento aumentou ainda mais. Houve outras extorsões até a conclusão do curso. Muitos pracinhas disseram para si que nunca mais queriam pisar naquele solo sujo e podre daquela Loucademia de Polícia (…) Leia mais.
* Até quem deveria nos valorizar nos desvaloriza - Leia um trecho:
(…) A palestrante continuou achincalhando os militares, o que gerou um grande zunzunzum. Um capitão estrelar teve que tomar a palavra e dizer: (…) Leia mais.
* Causa mortis: negligência - Leia um trecho:
(…) Não! Não! Não! Não morre, não morre, minha filha! Seu pai te ama! Meu anjinho, seja forte! Socorro, socorro, socorro. (…) Leia mais.
* Passagem de comando - Leia um trecho:
(…) O quadro era perturbador. Ataques às forças de segurança em pleno dia das mães, comandadas de dentro de um presídio pelo gângster Al Capone. Organizações criminosas cada vez mais poderosas, engalfinhando-se pelo domínio da venda ilegal de bebidas alcoólicas. Cadeias superlotadas. Leis obsoletas. Jagunços arrastando crianças pelas ruas de uma grande cidade. Banalização da vida. Pais jogando crianças do alto de casarões. (…) Leia mais.
* Operações midiáticas - Leia um trecho:
(…) - Eu achei que a operação não iria sair do papel! A comunidade havia sido abandonada pela FPM para que o senhor e o comandante da Unidade aparecessem na televisão. (…) Leia mais.
* Polícia privatizada - Leia um trecho:
(…) A exemplo de todo policial militar, ele entrou na corporação para proteger a sociedade, sem privilégios de qualquer natureza, muito menos econômica. Uma coisa é policiamento comunitário, outra bem diferente é policiamento privilegiado. (…) Leia mais.
* Avance para águas mais profundas - Leia um trecho:
(…) Entretanto, o Pracinha morreu quando quase chegava à terra firme. Um subjetivo exame psicológico tirou-lhe o sonho da promoção; impediu sua ascensão na carreira. (…) Leia mais.
* Vida e morte de um bandido - Leia um trecho:
(…) O Cabo Argoud, ainda dentro da viatura, viu Di Menor colocando a mão numa arma que portava na cintura. Ouviram-se cinco tiros disparados em rápida seqüência. Di Menor sentiu cinco projéteis nove milímetros transfixando-lhe o tórax. (…) Leia mais.
* A morte do pracinha - Leia um trecho:
(…) Estudou muito para tentar ser promovido, para dar uma vida melhor à família. Dois anos de estudos. Prestou concurso para oficiais, que teve uma relação de mais de duzentos candidatos por vaga. Foi aprovado nas provas de conhecimentos, ficando dentro do número de vagas. Treinou muito para os testes físicos. Não queria deixar que todo aquele esforço fosse em vão. Tirou uma excelente nota nos testes. “A vitória é decorrente do esforço”, pensava ele. (…) Leia mais.
* Enxugando gelo - Leia um trecho:
(…) Taticamente, os militares foram subindo o beco. Silêncio total. Comunicação por gestos. Aproximaram-se da parte alta, da boca-de-fumo. Nenhum incidente até aquele momento. Já dava para ouvir a conversa dos traficantes, que estavam à vontade. Não tinham percebido nada. (…) Leia mais.
* Ciclo vicioso - Leia um trecho:
(…) - Vocês serão oficiais. Comandarão pelotões, companhias e muitos alcançarão o último posto da carreira. Na hierarquia militar, o praça é um mero cumpridor de ordens. Vocês têm que mostrar para ele quem está no comando. (…) Leia mais.
* Dia-a-dia da rapinha - Leia um trecho:
(…) - Central, aqui na Favela da Orelha Queimada. Dois elementos evadiram das viaturas, um deles efetuou três disparos em nossa direção e ambos adentraram no Beco dos Sem Alma. Os militares da VP 20599 e o meu patrulheiro estão perseguindo a pé os elementos. xiii (…) Leia mais.
* Conversa de viatura - leia um trecho:
(…) - Sargento, eu acho que o comandante de guarnição deveria ter mais autonomia. Afinal, ninguém melhor do que ele, que trabalha na rua, para saber onde e quando o patrulhamento é mais importante e necessário. (…) leia mais.
* Operações fantasmas - leia um trecho:
(…) Quem conhece o mínimo de tática e de técnica policial sabe que é um extremo disparate fazer blitz à noite com apenas dois policiais. Um automóvel pode estar ocupado por até cinco pessoas. Serão cinco possíveis infratores contra dois policiais. Não se tem a mínima supremacia de força. Além disso, os faróis dos veículos ofuscam a visão dos policiais, impedindo que se veja o interior do automóvel. A despeito dessas dificuldades, a Companhia agora queria que se abordassem até coletivos e vans. (…) Leia mais.
* Relações escusas - Leia um trecho:
(…)Entretanto, as relações escusas do prefeito com o coronel teve um trágico desfecho. Apesar do relatório que a Sargento Luciane fez para a corregedoria, nada acontecera ao coronel nem ao prefeito. (…) Leia mais.



