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Para descontrair - Tá na mão, COPOM

terça-feira, junho 24th, 2008

Tá na mão, COPOM

O Sargento Jared viu cair na tela do COPOM uma solicitação de um possível estupro. Imediatamente chamou o coordenador do turno pela rede de rádio:

- CPU, é o COPOM. xiii

- Prossiga, COPOM. xiii - respondeu o aspirante Henoc, CPU do turno.

- CPU, tem uma solicitação de estupro na Rua Z, Bairro Califórnia. O denunciante alega que está ouvindo uma mulher gritando por socorro num matagal perto da casa dele. xiii - CPU, quem vai averiguar a denúncia? xiii

O aspirante, recém-saído da Loucademia, “vibrando igual toyota velha”, respondeu com energia:

- COPOM, eu estou perto do local. Pode deixar que eu mesmo vou lá. xiii

A viatura do CPU seguiu em disparada para o local onde estaria ocorrendo o estupro. Lá chegando, o CPU e o motorista desembarcaram e iniciaram as buscas. O CPU disse na rede de rádio:

- COPOM, nós chegamos ao local e vamos iniciar as buscas. Realmente existe um matagal aqui. xiii

- Positivo, CPU. xiii

Depois de alguns minutos, ouve-se na rede de rádio o CPU, ofegante e exaltado:

- COPOM, encontramos o estuprador. xiii

- Precisa de apoio, CPU? xiii - pergunta o despachante do COPOM.

Com energia, o CPU responde:

- Tá dominado, COPOM! Tá dominado! A arma do crime tá mão!

Arma do crime? Será que é o que eu estou pensando, perguntou para si mesmo o despachante.

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Inserção, ataque e extração

domingo, junho 22nd, 2008

Inserção, ataque e extração

Esta história é fictícia. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

Para o Cabo Watson e o Soldado Crick, era apenas mais um turno de serviço. Para o Cadete Fabrício, não. Ele queria ação, muita ação. O cadete era ex-integrante das forças armadas, fanático por armas de fogo e por técnicas de combate. Portava consigo desde bomba de gás lacrimogêneo, binóculo, até cantil de água, tudo afixado no colete ou no cinto de guarnição. Para ele, não seria apenas mais um turno de serviço.

Depois da instrução pré-turno, os três militares embarcaram na viatura, e o cadete disse ao motorista:

- Crick, segue pro Morro Grande.

- Senhor, lá não pertence ao nosso setor de atuação. Não podemos ir lá sem a autorização do coordenador do turno, e dificilmente ele irá autorizar o deslocamento.

- Pode ir, eu assumo qualquer coisa - respondeu o cadete, determinado. Ele queria ação e achou que somente iria conseguir isso no Morro Grande, aglomerado bastante conhecido pelo alto índice de homicídios.

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Ligações escusas

quinta-feira, junho 19th, 2008

LIGAÇÕES ESCUSAS

Esta história é fictícia. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

O Cabo Intel já estava irritado com a insistência do Sargento Pentium:

- Sargento, esse negócio vai dar zebra. Eu tô falando… É melhor a gente desistir. Sem mandado de busca é fria.

Talvez realmente desse “zebra”. Certo é que daria grande repercussão.

Tudo começou com telefonemas anônimos recebidos pela MPFE (Military Police Force Espacial) dando conta de que o prefeito de Gothan City possuía cinco armas de fogo em sua residência. Denúncias também apontavam o prefeito como mandante de várias tentativas de homicídio.

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Vida e morte de um bandido

quarta-feira, abril 30th, 2008

VIDA E MORTE DE UM BANDIDO

Fruto de uma gravidez indesejada, Di Menor nasceu de uma adolescente de 16 anos. Negra, pobre e semi-analfabeta. O pai e a mãe de Di Menor se casaram por imposição das famílias. O relacionamento durou menos de dois anos. As brigas eram constantes. O pai arrumou um rabo-de-saia em outra freguesia e sumiu. A mãe de Di Menor nunca mais viu o ex-marido. Arrumou um emprego de doméstica para sustentar a casa.

A mãe de Di Menor não tinha tempo para o filho. A jornada dupla de trabalho consumia-lhe todo o tempo. O menino foi sendo criado sem limites. Quase não ia às aulas. E, quando ia, só aprontava. Sua ausência era motivo de alegria para os funcionários da escola.

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ENXUGANDO GELO

segunda-feira, abril 28th, 2008

ENXUGANDO GELO

Esta história é fictícia. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

Ano de 3027.

Havia muito tempo que o Sargento Langdon, da FPM (Força Pública Militar), queria acabar com aquela boca-de-fumo. Os safados estavam vendendo droga como se fosse picolé. Explicitamente. Ficavam na entrada do Beco Seis da Favela do Louvre oferecendo os papelotes para todos os transeuntes que passavam. Contudo, quando as viaturas se aproximavam, eles saíam em disparada para dentro da favela.

A P2 não conseguia levantar nada. O efetivo era insuficiente. Só fazia trabalho administrativo. Quando muito, monitorava militares da própria Unidade.

O comandante do batalhão não dava a mínima para o tráfico na Favela do Louvre. Estava mais interessado em prevenir assaltos e furtos na área comercial e nos bairros nobres. Certa vez, ele disse:

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