Posts Tagged ‘morte’

Fatalidade ou malfadada e desastrosa decisão?

domingo, julho 20th, 2008

Algum tempo atrás, eu afirmei que o pracinha é aquele policial “que sofre, que é ferido, alvejado e morto em razão de malfadadas e desastrosas decisões dos oficiais, mas que não as pode questionar. Pondera, não, pracinha, ordem é ordem, não se discute. Missão dada, missão cumprida.” Hoje, analisando o trágico fato de dois policiais militares terem sido metralhados dentro de uma viatura quando faziam policiamento fixo de 12 horas, relembrei dessa minha afirmação e fiquei com a dúvida: Será que foi isso que aconteceu? Os policiais morreram em razão de uma decisão desastrosa? O comandante desses policiais não analisaram a possibilidade de acontecer o que tragicamente aconteceu? É possível dar segurança sem ter segurança?

Depois de ler o texto que um leitor me enviou (ver abaixo), fiquei me imaginando naquela viatura, cumprindo uma ordem de ficar 12 horas num ponto fixo, sem banheiro, sem água…

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Morre PM que estava em viatura metralhada na zona norte de São Paulo

sexta-feira, julho 18th, 2008

Recentemente recebi um conto (ver abaixo), tratando da hipotése de que os policiais do caso João Roberto tivessem morrido metralhados. Infelizmente, algo semelhante aconteceu em São Paulo. Por isso, achei oportuno republicar o conto.

E se os policiais tivessem morrido?

* José Ricardo

Numa cidade muito distante daqui, na qual bandidos utilizavam armas de guerra e adotavam táticas de guerrilha, dois policiais mal pagos e, segundo o secretário estadual de segurança pública, despreparados e mal treinados, encontravam-se dentro de uma viatura policial. A rede de rádio estava tumultuada. Informações desencontradas eram passadas a todo momento. De acordo com as primeiras informações, quatro bandidos armados de fuzis estariam fugindo em alta velocidade num veículo escuro. Ainda não se sabia ao certo o modelo e a placa do automóvel; mesmo se essas informações fossem conhecidas, nada impedia que os bandidos trocassem de veículo para despistar a polícia.

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Carta de uma mãe que perdeu o filho

terça-feira, julho 15th, 2008

Postei logo abaixo a carta escrita pela mãe do Soldado Paes e dirigida ao Comandante Geral da PMDF. O soldado Paes morreu quando, cumprindo seu dever profissional, tentou evitar um assalto a uma padaria em Sobradinho, deixanda a esposa e um bebê, de apenas um mês de idade. Era um policial dedicado, exemplar e que amava a corporação. Uma semana antes de morrer, foi homenageado por participar do quadro de ocorrências de destaque. Será que a opinião pública e a mídia se chocaram com a morte desse policial militar?

Senhor Comandante,

Sou alguém que certamente não fará parte de seu convívio, pois o liame que nos conectava foi partido de maneira abrupta. Mas a vida é feita de pequenos momentos e pequenos gestos, e mesmo atravessando o mais triste tempo do meu viver, não poderia deixar passar despercebido o seu gesto, que a princípio pode parecer pequeno, mas que para nós da família que estamos vivendo um pesadelo, é muito significativo.

E importante saber que meu filho não foi só um número e um nome de guerra, e que numa instituição hierarquicamente tão severa existe espaço para sentimentos humanitários e fraternais. Que o respeito ao ser humano vem antes das convenções. Perdi, perdi muito, como mulher, como mãe, fiquei mais triste, perdi um filho, vocês também, perderam, perderam um soldado, um guerreiro, que amava esta instituição com todas as fibras de seu ser, pois ser policial não foi um emprego, não foi falta de opções, porque ofereci ao meu filho muitas. Sua meta de vida estava traçada e nada nem ninguém poderia dissuadi-lo.

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Policiais “insanos”?

segunda-feira, julho 14th, 2008

Recebi este brilhante texto do 2º Sargento PM Sidney Gomes Ferreira, da PMMG. O texto é excelente! Vale a pena ler.

POLICIAIS “INSANOS”?

Insano… que tem por sinônimo dentre outros significados: louco, demente, maníaco, psicopata. Esse foi o adjetivo atribuído pelo Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, aos policiais militares que confundiram o veículo da família de um taxista com o carro de assaltantes, erro que resultou na morte de uma criança de 03 anos de idade.

Não estou aqui para defender os perpetradores da ação, porque nada que eu tentasse argumentar, justificaria a atuação desastrosa daqueles policiais, haja vista, que dos encarregados que tem o dever legal de zelar pela manutenção da ordem, não se pode exigir menos que o absoluto cumprimento das leis. Contudo, nem por isso, posso calar-me ao ver veicular na mídia o conspícuo Secretário, titulando aqueles infelizes policiais de “Insanos”.

É bom lembrarmos que erros acontecem. Se voltarmos a alguns meses atrás, podemos citar o que ocorreu com a Polícia da Inglaterra, que é considerada uma das melhores Polícias do mundo, que inclusive, por infelicidade o erro causou a morte de mais um brasileiro, contudo, nem por isso aqueles profissionais foram chamados de insanos por seus representantes.

É lamentável e revoltoso, assistir o alto Escalão da Força Pública Estadual prestando declarações desprezíveis sobre seus combatentes, chamando-os de “insanos”, esquecendo que os policiais, na ocasião, representavam seu Estado. Será que o brioso Secretário, esqueceu-se que essa atitude desrespeitosa só serve para corroborar a falência de sua própria política de segurança?

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CAUSA MORTIS: NEGLIGÊNCIA

domingo, junho 1st, 2008

CAUSA MORTIS: NEGLIGÊNCIA

Esta história é fictícia. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

O pedreiro Crick, 35 anos, comprou uma motocicleta zero quilômetro. Quando chegou a casa, mostrou-a, feliz, para a filha e para a esposa. Sua filha pediu para que ele desse uma voltinha de moto com ela. Crick não conhecia bem a cidade. Sua vida era serviço - casa, casa - serviço. Ele colocou a filha, de 10 anos, no assento suplementar da motocicleta, e os dois começaram a conhecer melhor a cidade na qual moravam. De repente, quando deslocavam pela Rua W, no início de uma descida, o pedreiro se deparou com um quebra-mola não sinalizado.

A motocicleta saltou, o pedreiro perdeu o controle, a filha caiu na pista, rolou pela via e a cabeça dela chocou-se frontalmente contra o meio-fio. O pedreiro, ferido, foi até a filha, pegou no pulso dela e não sentiu nenhum batimento cardíaco. Desesperado, gritou:

- Não! Não! Não! Não morre, não morre, minha filha! Seu pai te ama! Meu anjinho, seja forte! Socorro, socorro, socorro…

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ANALOGIA: POR QUE E POR QUEM JESUS FOI MORTO

quarta-feira, maio 21st, 2008

ANALOGIA: POR QUE E POR QUEM JESUS FOI MORTO

O planeta não pára de girar, mas algumas coisas insistem em permanecer estagnadas.

Há cerca de dois mil anos, um homem (ou o salvador do mundo - depende da fé de cada um) chamado Jesus, quando tinha seus trinta anos de idade, começou a pregar que o sistema religioso da época estava errado, e que os chefes dos sacerdotes, os doutores da lei, os escribas e os fariseus estavam criando uma infinidade de rituais sem sentido, deturpando a mensagem de Deus. Jesus convidou as pessoas a beberem do vinho novo. Sabia, todavia, que muitas pessoas sempre iriam preferir o vinho velho, pois estavam arraigadas a antigas tradições, a formalidades banais.

Logicamente que o poder religioso tomou suas medidas para calar Jesus. Em nenhuma época a liberdade de expressão foi bem vista pelas autoridades.

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