Posts Tagged ‘tráfico’

NARCOTRÁFICO: A RAIZ DO PROBLEMA

sexta-feira, maio 30th, 2008

Com base na observação diária das pessoas que freqüentam supostas bocas-de-fumo, nós policiais percebemos claramente o tamanho do mercado consumidor de entorpecentes.

O tráfico de entorpecentes é uma atividade primordialmente comercial; é regido pela lei da oferta e da procura. Onde existe um grande mercado consumidor, existirá também uma grande atividade comercial.

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Polícia, Narcotráfico, Favela

sexta-feira, maio 30th, 2008
Polícia, Narcotráfico, Favela

O Narcotráfico movimenta bilhões de dólares anualmente; é uma grande rede comercial, que atua em todo o mundo. O papel da Polícia é combatê-lo. A Favela entra no contexto como um importante ponto de venda e de recrutamento de mão de obra.

O Narcotráfico é primordialmente uma atividade comercial, contudo ilícita. Daí ser uma grande fonte de criminalidade e de violência. A concorrência entre as quadrilhas e a cobrança de dívidas, o chamado “acerto de contas”, se dá por meio da violência, da morte.

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DESAGREGAÇÃO FAMILIAR E SOCIAL– FALTA DE VALORES MORAIS

sexta-feira, maio 30th, 2008

Além do tráfico de entorpecentes, há outro fator que aumenta indiretamente o aumento da criminalidade: a desagregação familiar e social, aliadas a falta de valores morais.

O que se vê hoje em dia são famílias cada vez mais desestruturadas, filhos sendo criados sem limites, pais sem responsabilidade e uma generalizada falta de valores morais.

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OPERAÇÕES MIDIÁTICAS

terça-feira, maio 13th, 2008

OPERAÇÕES MIDIÁTICAS

Esta história é fictícia. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

Ano de 3028.

O Sargento Jared e o Soldado Henoc, da FPM (Força Púbica Militar) estavam empenhados no combate ao tráfico de drogas na Favela do Avestruz. Com o apoio de outras guarnições do setor, haviam efetuado prisões importantes naquele aglomerado. Entretanto, não estavam conseguindo prender os líderes das duas quadrilhas rivais que ali atuavam. Com o objetivo de pedir o auxílio do serviço de inteligência da Unidade, o sargento confeccionou um relatório pormenorizado da situação do tráfico no aglomerado, indicando localização das bocas-de-fumo, membros das quadrilhas, modus operandi e mais uma série de detalhes. O documento foi entregue nas mãos do Tenente Abiezer, chefe direto do sargento e comandante do Pelotão, oficial que se dizia muito mais militar do que policial. O tenente queria mesmo era ser da Força Aérea, seguir a carreira do pai, mas não foi aprovado no concurso porque não era bom de matemática. Entrou então para a FPM, cujo concurso exigia menos conhecimento dessa matéria.

O oficial não estava nem aí para o tráfico na favela, nem aí para a comunidade que vivia aterrorizada pelos traficantes. A comunidade que se danasse. O que ele queria na verdade era a promoção, e vislumbrou naquele relatório um atalho para o posto de capitão. Apresentou o relatório ao comandante da Unidade, explicando que uma grande operação no aglomerado poderia ser bem vista pela opinião pública. Claro que a presença da mídia era imprescindível. O oficialato precisa de visibilidade. O plano era que o comandante da Unidade desse uma entrevista falando que ele próprio estava no comando da operação, a qual fora sugerida pelo Tenente Abiezer, e que o resultado fora excelente, culminando na prisão de vários traficantes e na apreensão de grande quantidade de armas e drogas. O plano foi aprovado.

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ENXUGANDO GELO

segunda-feira, abril 28th, 2008

ENXUGANDO GELO

Esta história é fictícia. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

Ano de 3027.

Havia muito tempo que o Sargento Langdon, da FPM (Força Pública Militar), queria acabar com aquela boca-de-fumo. Os safados estavam vendendo droga como se fosse picolé. Explicitamente. Ficavam na entrada do Beco Seis da Favela do Louvre oferecendo os papelotes para todos os transeuntes que passavam. Contudo, quando as viaturas se aproximavam, eles saíam em disparada para dentro da favela.

A P2 não conseguia levantar nada. O efetivo era insuficiente. Só fazia trabalho administrativo. Quando muito, monitorava militares da própria Unidade.

O comandante do batalhão não dava a mínima para o tráfico na Favela do Louvre. Estava mais interessado em prevenir assaltos e furtos na área comercial e nos bairros nobres. Certa vez, ele disse:

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CONVERSA DE VIATURA

quarta-feira, abril 23rd, 2008
CONVERSA DE VIATURA
Esta história é fictícia. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

Ano de 3028.

Domingo, 17 horas. Sol escaldante.

A viatura 15230, da FPM (Força Pública Militar) encontrava-se parada na estrada de acesso ao Distrito de Córrego da Mata, via não pavimentado de pouquíssimo movimento. O Sargento Moisés e o Soldado Rambo estavam na viatura. Eles estavam fazendo ponto base naquele local havia mais de quinze minutos. Nada tinha passado por eles. O soldado perguntou ao sargento:

- Senhor, até quando nós vamos ficar aqui?

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